Medida em trechos das ruas Ernâni Lacerda de Athayde e Montevidéu segue demanda de moradores e motoristas, segundo a companhia
Vitor Ogawa/Especial para o Paraná Norte
Fotos: Vitor Ogawa
As ruas Ernâni Lacerda de Athayde e Montevidéu , na Gleba Palhano, terão vagas de estacionamento suprimidas, aquelas ao lado do canteiro central das vias. A proibição será por completo ou em dois horários. Na Ernâni Lacerda, entre a rua João Wyclif até o retorno no meio da quadra antes de chegar na rotatória com a Avenida Ayrton Senna, onde hoje não há qualquer impedimento para estacionar, a restrição será no horário das 7h às 9h e das 17h às 19h, somando dois períodos de proibição de segunda a sexta-feira.
O mesmo vai ocorrer na rua Montevidéu, entre a João Wyclif e o retorno na altura da rua Antônio Pereira de Rezende. Os lugares de paragem neste trecho da via hoje funcionam continuamente, com exceção do intervalo entre 17h e 19h nos dias de semana. Após a implementação das mudanças, a supressão do estacionamento passará a valer igualmente para o turno das 7h às 9h, também de segunda a sexta-feira. Nos dois logradouros alvo das readequações não estão previstas interferências nos espaços de parada nas laterais da pista.
As placas orientando sobre a proibição começaram a ser implantadas no último dia 22 e devem prosseguir até a conclusão de todo o trecho, acompanhadas de pintura sinalizando a proibição.
Conforme o gerente operacional de trânsito da CMTU, Laercio Voloch, a retirada do estacionamento próximo ao canteiro da Ernâni Lacerda de Athayde e da Montevidéu era uma solicitação antiga de condutores que utilizam as vias diariamente, sobretudo nos horários de pico. “Muitos reclamavam que, apesar da existência de duas faixas de rolamento, em diversas ocasiões, na prática, o espaço disponível permitia a passagem de apenas um automóvel por vez. Havia um afunilamento do fluxo que causava confusão e prejudicava a mobilidade”, ressalta.
Voloch detalha que, diferente do planejado para o trecho da Ernâni Lacerda entre a avenida Ayrton Senna e a PR-445, onde a proibição do estacionamento contíguo ao canteiro será total, válida em qualquer horário, na porção da via que vai da rotatória até a rua Antônio Pereira de Rezende, abrangendo parte da Montevidéu, as restrições serão parciais. Isso porque o trecho formado pelos dois corredores conta com diversos estabelecimentos comerciais e intensa circulação de pessoas. “Optamos por não extinguir por completo, mas aumentar o impedimento para dois horários, para aliar as necessidades de fluidez e segurança no trânsito às características do comércio local”, afirma.
Segurança motivou mudanças, diz gerente de trânsito
O gerente operacional de trânsito da CMTU, Laercio Voloch, explica que o principal motivo para as novas regras nas ruas Ernânia Larceda de Athayde e Montevidéu é a melhoria da segurança, porque os motoristas que estacionam o veículo ao lado do canteiro central, especialmente o horário de pico, na hora de sair ou entrar do carro, têm que se movimentar entre os outros veículos. “Isso acaba ocasionando riscos. Nós monitoramos essa região com drones, com câmeras aqui, como na avenida Madre Leonia Milito e na Ayrton Senna. O objetivo é criar uma área de maior fluxo com dois veículos de cada vez.” Ele afirma que hoje a circulação nessas vias é de apenas um carro na faixa de rolamento.

A CMTU vem acompanhando o fluxo de veículos ao longo de alguns meses e em conversa com os síndicos e com os moradores da região houve relatos de que a maioria dos motoristas que estacionam no local são funcionários de obras ou que trabalham na região. “São aproximadamente 130 vagas que deixarão de existir. As pessoas obviamente vão ter que achar outros locais para estacionar ao invés daqui”, pontua o diretor de trânsito. (V.O.)
“Não vai diminuir o problema“, opina moradora
A médica Larissa Tavore Silva mora e trabalha no entorno da área afetada pelas mudanças e confirma que a região está superlotada. “O trânsito está desorganizado e os carros aqui atrapalham o fluxo, no entanto, a proibição do estacionamento ao lado dos canteiros centrais não é o que vai resolver o problema. Eu acredito que se diminuíssem a largura dos canteiros seria melhor, porque tem muita gente que trabalha na região e precisa parar os carros por aqui.”
Ela sugere como alternativa a melhoria dos horários de funcionamento de atividades na região para não haver um fluxo intenso sincronicamente. “Eu não sei onde as pessoas que trabalham aqui na região vão parar seus carros. Eu ainda tenho sorte de morar aqui e ter o meu estacionamento no prédio, mas para quem trabalha aqui vai ser complicado.”
Outra moradora da Gleba Palhano é a arquiteta Bruna Saito Correia, que não dirige, mas acredita que o estacionamento ao lado dos canteiros poderia ser autorizado em pelo menos uma mão da avenida. “Os motoristas precisam parar em algum lugar e geralmente são pessoas que moram ou que trabalham aqui na região. A Gleba tem uma carência muito grande de estacionamento e é bem complicado para pedestre também. Aliás, Londrina não é uma cidade planejada para pedestres.” Ela ressalta que muitas vezes parece que o motorista não quer enxergar o pedestre. “Também tem a questão da educação do motorista.” (V.O.)
O QUE DIZ A LEI
Segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), via de regra, estacionar junto a canteiro central é infração de natureza grave, cuja punição inclui remoção do veículo, multa de R$ 195,23 e a perda de 5 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
No entanto, a legislação permite que o órgão com circunscrição sobre a via – no caso de Londrina, a CMTU – proponha dias e horários específicos em que a permanência de veículos é autorizada.
Em condições em que há regulamentação para o uso das dessas vagas, mas os motoristas infringem a norma, as penalidades aplicadas são as mesmas: sanção no valor de R$ 195,23, perda de 5 pontos na carteira e remoção do veículo como medida administrativa. (V.O.)





