Mandado de prisão foi expedido pela Justiça Federal em Santos (SP)
Por André Richter/Agência Brasil
Foto: Werther Santana/Estadão Conteúdo
O ex-atacante Robinho foi preso na noite desta quinta-feira (21) pela Polícia Federal em Santos (SP). Poucas horas antes, o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), havia negado um habeas corpus protocolado pela defesa do ex-jogador. Imagens da Globonews mostraram o momento em que uma viatura da PF entrou na sede da corporação com o ex-jogador, por volta das 20h10. O mandado de prisão foi expedido no início desta noite pela Justiça Federal em Santos, conforme determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Os advogados recorreram ao Supremo após o STJ decidir na quarta-feira (20) que Robinho deve cumprir no Brasil a condenação por estupro definida pela Justiça da Itália, onde o ex-jogador foi condenado em três instâncias a nove anos de prisão pelo envolvimento em um estupro, ocorrido dentro de uma boate de Milão, em 2013.
Os advogados pretendiam derrubar a decisão do STJ que determinou a prisão imediata para cumprimento da pena.
Ao rejeitar o habeas corpus, Fux entendeu que não houve ilegalidades no processo para justificar a concessão.
“Não se constata, de plano, a alegada violação ao devido processo legal, à ordem pública ou aos instrumentos internacionais que disciplinam a cooperação jurídica em matéria penal”, argumentou.
A Itália chegou a solicitar a extradição de Robinho, mas a Constituição brasileira não prevê a possibilidade de extradição de cidadãos natos. Por esse motivo, o país europeu pediu a transferência da sentença do ex-jogador para o país.
Defesa
Para a defesa, a prisão só poderia ocorrer após o julgamento definitivo do processo no STJ.
“Existe grande plausibilidade jurídica de que o Supremo Tribunal Federal possa rever a decisão homologatória do Superior Tribunal de Justiça, pois a pretensão apresentada pelo Estado italiano, de que seja homologada decisão condenatória penal para que seja executada no Brasil pena estabelecida no estrangeiro, coloca-se em chapada contrariedade à Constituição da República”, afirmaram os advogados.





