Prefeitura prometeu entregar obra no fim do mês, mas serviços não avançam
Poucos operários trabalhando e muito serviço por fazer. Pelas imagens, feitas na manhã da última quinta-feira (19), fica difícil, até mesmo para quem não entende nada de construção civil, acreditar que a revitalização do Parque dos Pássaros, um dos principais cartões postais de Arapongas, vai ser mesmo entregue nos próximos dias (“fim de setembro”), como prometido pela Prefeitura em ofício encaminhado à Câmara. Pelo contrato, a obra, iniciada em maio de 2022 e com prazo de execução de dois anos, deveria ter sido finalizada em 31 de julho.
O Paraná Norte fez contato com a Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Arapongas para ter um posicionamento sobre a conclusão da reforma, mas até o fechamento desta edição não obteve retorno.
Na resposta ao pedido de informações do vereador Aroldo Pagan, aprovado pela maioria dos parlamentares, a Secretaria Municipal de Obras informou que apenas 45% da obra tinha sido executada até aquele momento (16 de julho) e alegou que o atraso teria sido motivado por uma série de “serviços mal executados” pela empresa contratada. No documento, a Secretaria afirmou também que a fiscalização da pasta começou a detectar os primeiros problemas com a qualidade dos trabalhos no início do ano passado, quando foi solicitada, então, a troca da mão de obra.
A Secretaria informou ainda que o último pagamento à construtora tinha sido feito em outubro, quando a reforma tinha pouco mais de 30% de execução, e que, nessa mesma época, comunicou a empresa sobre a suspensão dos repasses, até que todos os problemas encontrados fossem resolvidos.
Ainda de acordo com a Secretaria de Obras, as despesas extras geradas pelos serviços que precisariam ser refeitos ficariam por conta da empreiteira, que não teve o contrato rompido, segundo a Prefeitura, para evitar um processo jurídico demorado e mais gastos para o Município. Além disso, a pasta informou que deixou de liberar pagamentos parciais e que qualquer solicitação de reajuste de preços para serviços atrasados estava sendo negada.
Revitalização deve custar R$ 2,7 milhões
A reforma deve custar quase R$ 2,7 milhões, sendo R$ 2,3 milhões do Instituto Água e Terra (IAT) e R$ 399 mil de contrapartida do Município. Pelo projeto de revitalização, o Parque dos Pássaros, com seus mais de 76 mil metros quadrados de área e três lagos, vai ganhar novas pistas de caminhada, iluminação e equipamentos de recreação, como academia ao ar livre e parquinho infantil. O projeto inclui ainda a reforma da antiga Usina do Conhecimento, que vai abrigar a sede da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, além da construção de um deck e de um restaurante panorâmico, entre outras melhorias.
Da Redação
Foto: IAT-PR





