Há cinco anos nos palcos, Funkenstein é destaque da semana na série do Paraná Norte sobre a cena musical alternativa da cidade
Por Heloísa Gonçalves*
Especial para o Paraná Norte
Funk + Frankenstein. A junção que resultou no nome curioso da banda foi inspirada pela canção “Dr. Funkenstein”, lançada em 1976 pelo grupo estadunidense Parliament.
Integrante da cena musical alternativa de Londrina desde 2019, a Funkenstein permeia os caminhos do groove, com reinterpretações de músicas pop transformadas em funk americano. Essa transição de gêneros é influenciada pelo projeto americano Scary Pockets, que muda os arranjos das músicas e assim, cria novas versões. “De Beatles a Britney Spears, Bruno Mars, Guns N’ Roses, Foster the People, entre outras. Também tocamos pop atual, como Dua Lipa”, conta o jornalista Willian Fusaro, 33, membro da banda.
Willian é o baixista do grupo e faz o apoio vocal para Heloísa Trida. Além dos cantores, o quinteto é formado por Daniel Boaro na guitarra, André Coudeiro na bateria e Fabio Caetano no teclado. Os vocalistas integram a Funkestein desde o início, cinco anos atrás, enquanto os outros três músicos se juntaram a eles em 2022.

Funkenstein em apresentação no Bar Cativeiro este ano. Foto: Carol Carneiro.
Apoio e resistência
Mesmo com o foco da banda sendo a reinterpretação de músicas já existentes, não é descartada a possibilidade da produção própria no futuro. Quando perguntada sua opinião sobre o crescimento da cena musical independente de Londrina, Fusaro destaca o cenário autoral, dizendo que “temos muitas bandas de qualidade aqui”.
A vocalista Heloísa Trida, 28, concorda com Willian e acrescenta ainda a dificuldade encontrada por estes grupos quando não há uma rede de suporte. “Acredito que existem bandas novas e independentes, mas principalmente, bandas que vêm resistindo ao longo do tempo, como a Maracajá e Surface. É um cenário difícil de atuar, mas, o apoio, ou a falta dele, depende bastante do lugar. Alguns locais aqui nos apoiam. Tanto nós quanto eles temos resistido”, explica Trida.
O baixista cita alguns locais que já sediaram apresentações da Funkenstein, como o Mercadão da Prochet, Flannigan’s Irish Pub e o Cheers Pub. Além destes, a banda se apresenta em bares, como o Porks Londrina e Bar Valentino.
Fusaro sente que estes lugares em particular estão abertos para shows de bandas como a dele, mas que esta é a exceção e não a regra. Ele afirma que “o acesso a locais para as bandas independentes em Londrina é pequeno e bastante restrito a algumas casas”.
Próximos passos
A última apresentação do quinteto foi mês passado no Bar Cativeiro. A vocalista Heloísa Trida explica que no momento o grupo está em fase de reestruturação, e que em breve estarão de volta tocando nas casas de show e bares de Londrina.
Sob a supervisão de Diego Prazeres





