Pablo Ruan relembra incêndio que matou 10 garotos no CT do Flamengo e comoveu o País e espera se firmar no Tubarão
Por Diego Prazeres
Foto: Thiago Silvério
O gol marcado pelo atacante Pablo Ruan aos 50 minutos do segundo tempo no jogo da última Quarta-Feira de Cinzas (14) contra o Andraus, em Curitiba, teve um significado muito maior do que o de evitar uma derrota que seria catastrófica para o Londrina na sua luta pela classificação às quartas de final do Campeonato Paranaense.
Foi o primeiro do jogador como profissional. E mais que isso: um incentivo para que Pablo Ruan consiga superar ou saber lidar com o trauma de uma tragédia pessoal que comoveu o país e que certamente vai marcá-lo por toda a vida. O rapaz de 21 anos é um dos sobreviventes do incêndio no CT do Flamengo, o Ninho do Urubu, em 2019, que vitimou dez jogadores da base rubro-negra. Todos amigos dele.
“Para mim esse gol significa muito, porque o primeiro como profissional, acabei passando uma fase da minha vida muito difícil, acabei sendo sobrevivente do incêndio, e para mim é muito gratificante, fruto do meu trabalho. Eu estou aqui não só por mim, mas por todos os amigos que se foram”, comentou o jogador, que estreou como profissional do Tubarão nesta temporada.
Cria da zona leste de Londrina, revelado na Portuguesa Londrinense, Pablo encara sua vinda para o LEC ano passado, quando foi vice-campeão paranaense sub-20, como uma espécie de retorno ao ninho e uma oportunidade para voar na carreira. “Comecei pequeno na Portuguesa Londrinense, onde sou criado, na zona leste, fiquei dois anos na base do Flamengo, acabei indo para a base do Palmeiras, onde fiquei dois anos também, e agora recente fiquei dois anos e meio no Atlético-MG. Minha chegada ao Londrina foi por conta de que eu me identifico com o clube, a família toda é daqui, e acho que chego para agregar o grupo, tentar alcançar nossos objetivos na temporada”, disse.
E com o primeiro gol como profissional, Pablo espera ganhar a confiança necessária para se firmar no time de Emerson Ávila que pena para chegar à segunda fase do Paranaense. “Acho que o gol dá total confiança para a gente poder fazer uma jogada diferente, arriscar um drible diferente. A questão da titularidade eu deixo para o Emerson, ele sabe da qualidade do grupo e sabe que se precisar estou à disposição.”





